5 grandes questões que a Ciência ainda não conseguiu responder

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Um investigador científico sabe: trabalhar na área da ciência não significa obter resposta corretas e inquestionáveis. Muitas vezes significa uma vida inteira dedicada a responder a uma questão, que se vai multiplicando em novas perguntas e hipóteses.

No princípio era ... o quê?

Se considerarmos a cronologia da vida, do Universo, o primeiro grande enigma é: o que existia antes do Big Bang?

Há várias teorias. Pode ser que o nosso Universo tenha originado a partir de outro, que se retraiu ao ponto de singularidade — algo como um buraco negro, explodindo novamente. Mas pode ser que o fenómeno já existisse, mas num estado de dormência. Ou ainda que o Big Bang tenha sido um choque entre espaços tridimensionais que vagavam por uma quarta dimensão.

A verdade é que dificilmente vamos conseguir uma resposta. Por isso é que vale a pena acompanharmos as respostas que vão surgindo! 

Quem/ o quê acabou com os dinossauros?

Sabemos que, num determinado momento da história, existiram dinossauros, Sabemos também que, sem qualquer explicação aparente, desvaneceram da face da Terra. Uma das informações relevantes da altura é que o clima global mudou bastante, acabando com 70% da vida terrestre. 

É aqui que surgem os debates. Por um lado, há quem defenda que o movimento das placas tectónicas, somado à ação devastadora dos vulcões, terá acabado com boa parte dos animais marinhos e dos répteis gigantes. Outros acreditam que foi um meteorito enorme que caiu na Terra, contaminando a atmosfera de uma forma mortal.

O facto é que algo aconteceu e que existem muitas perguntas por responder. 

O que define a morte?

Determinar que alguém morreu pode não ser tão simples quanto parece. Alguns casos desafiam os critérios dito clássicos, como a insuficiência circulatória e respiratória.

A morte cerebral, por exemplo. Embora os órgãos tendam a falhar algumas horas depois do sucedido, há casos de pessoas que mantiveram a função de todos durante semanas e até décadas. Isso significa que as pessoas estariam vivas ou não? E se dependessem de equipamentos hospitalares para manterem-se assim, isso mudaria seu estado?

Os vírus tem vida própria?

Se foste afetado pelo vírus da gripe recentemente, deves pensar que ele existe mesmo como uma pessoa. O facto é que é verdade. Por exemplo: os vírus reproduzem-se, como outros seres fazem para perpetuar a espécie.

Porém, só conseguem fazer porque os parasitas aproveitam-se do hospedeiro. Por esse motivo, há quem os chame de “entidades” infecciosas.

Planeta ou não? Eis a questão ...

Foi uma comoção quando, em 2006, foi anunciado que, devido a uma redefinição do termo “planeta”, Plutão não se encaixava mais nesta categoria. Claro está que nem todos os estudiosos concordaram com a mudança.

De acordo com Alan Stern e David Grinspoon, cientistas que publicaram um livro sobre a experiência do projeto New Horizons (sonda espacial que capturou materiais sobre Plutão e o Cinturão de Kuiper), o astro possui diversas características que o identificam como um planeta, como montanhas de gelo, glaciares de nitrogénio e gravidade suficiente para ter um formato esférico.

Para eles, a nova definição ficou longe do ideal, apesar de ter sido baseada num importante dilema sobre como definir objetos encontrados fora do Sistema Solar. Chegou-se à conclusão que apenas os corpos que orbitam o Sol e conseguem livrar-se dos detritos ao seu redor entram nesta "dança". E o debate continua…

Marcações: Ecologia, Ciência, Ambiente, Terra, Planetas, Seres humanos

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