Florence Welch: uma voz inconfundível em todo o tempo e lugar

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Há muitos e bons motivos para falar de Florence Welch. Mas, esta semana, o facto de ter escolhido falar desta cantora surgiu por um motivo particular, que vos quero revelar só no fim deste artigo.

Dotada de uma voz singular, a cantora londrina é alguém que parece ter nascido para cantar e para dominar o palco. Com uma energia inesgotável nos concertos, e uma doçura que roça a timidez em entrevistas e conversas com o público, ela distingue-se de várias outras cantoras, não só pela sua capacidade vocal, mas também pela capacidade de adaptar a sua postura em diferentes concertos. Para o comprovar podemos ver como se deixa envolver pelas emoções numa atuação quase estática no Robert Hall, ou como corre o palco no festival com uma energia inesgotável no festival Lollapalooza. Formas de estar muito diferentes, mas sempre uma presença e uma voz inconfundíveis.

 

Em 2009, com Robert Ackroyd (guitarra e voz de fundo), Chris Hayden (bateria e percussão), Isabella Summers (teclado e voz de fundo), Mark Saunders (baixo) e Tom Monger (harpa), formou os Florence and the Machine. A banda obteve grande sucesso com o álbum de estreia “Lungs” e, a partir daí, seguiram-se outros 3: “Between Two Lungs” (2010), “Ceremonials” (2011) e “How Big, How Blue, How Beautiful” (2015).

O último grande projeto da banda foi a gravação de um filme de 48 minutos, intitulado The Odyssey, que junta 9 videoclips de músicas do último CD. O filme retrata algumas situações de desespero da vida da própria Florence, mostrando como aprendeu com os erros cometidos ao longo da sua vida. Toda a história é marcada por uma mensagem de amor-próprio e perdão pelos próprios erros, terminando com a frase significativa i’m the same, i’m trying to change (sou a mesma, estou a tentar mudar) da música “Third Eye”.

Recordar a voz de Florence, os sucessos “You’ve Got the Love”, “Shake it Out”, “Dog Days Are Over” ou descobrir os seus últimos projetos são já motivos suficientes para falar de Florence. Mas, como referi no início, o motivo que me fez recordá-la é outro: a descoberta de um vídeo em que canta no hospital ao lado de uma jovem fã com cancro. Quem vê o vídeo descobre em Florence uma genuína bondade e simplicidade que parecem provar ela não abdica destes valores, muitas vezes ofuscados no mundo do sucesso.

Marcações: Música

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