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Big Little Lies: Lições de sete vidas no feminino

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Quem tem 7 horas para perder (ou ganhar, depende da perspetiva) numa nova lição de feminismo de Hollywood? Mesmo que não tenhas, devias ver Big Little Lies!

A maioria de nós quando vê uma série em que as personagens principais são mais ou menos sete mulheres, pensamos em Donas de Casa Desesperadas, ou Real Housewives (das muitas e diversas cidades), nas Kardashians ou na L World… E há muitas mais, falando como alguém que vê milhares de séries por ano e como alguém que vê desde as séries mais eruditas até às que têm menos conteúdo propriamente dito (mas genialmente hilariantes #sorrynotsorry) são raras as séries que têm tantas mulheres juntas e não se tornam no mais cliché galinheiro.

Pois bem, deixem que vos diga que Little Big Lies tem sete mulheres como personagens principais. E embora cada uma seja até relativamente cliché, a série é filmada e desenvolvida de uma maneira que mesmo quando sabemos o que vai acontecer a seguir queremos ver como as nossas personagens (ou devo dizer atrizes?) favoritas reagem à situação.

 

Este é um dos pontos que vende a série. Os nomes sonantes que fazem parte do elenco. Nicole Kidman? Numa série?  Quase inédito. Reese Witherspoon? A hilariante e poderosa Elle Woods de volta, mas desta vez com defeitos e uma vida credível. Laura Dern?  Do Ellen, quando a Ellen DeGeners contou ao mundo que era homossexual, porque a Susan (aka Lauren Dern) a conquistou.

Mais atual e mais conhecido, dos filmes A Culpa é das Estrelas ou da saga Divergente, tem-se a Shailene Woodley e a Zoe Kravitz. Todas elas e muito mais embarcam numa história, numa pequena terra costeira da Califórnia, onde todos se conhecem e as escolas são espetaculares. Todas elas vivem em mansões indescritíveis ou casas altamente hipsters mas que poucos comuns mortais podem efetivamente pagar. Mas, apesar de tudo, são mulheres com defeitos e conversas que, surprendentemente, não são (só) sobre homens.

A série mostra-nos desde o primeiro episódio pistas para procurarmos, com as próprias personagens, as pistas que levam ao final. Claro que só no final confirmamos todas as nossas teorias, mas existem imensas dicas e momentos que demonstram o futuro que vemos nos primeiros 5 minutos da série.

Para além disso, a série, ainda que uma boa lição de feminismo do século XXI, não nos tenta fazer engolir idealismos. Mostra diferentes mulheres com diferentes tipos de vida, mas todas independentes. Algumas casadas, outras não. Algumas com empregos bastante importantes, outras donas de casa. Mostra uma complexidade de mulheres que nem sempre gostam umas das outras e muitas vezes (durante a maioria da série aliás) se tentam derubar umas às outras.

A maioria das mulheres na série sentem que as outras mulheres são competição e não necessariamente aliadas. A Madeline Mackenzie (Reese Witherspoon), uma dona de casa no seu segundo casamento, é a primeira mulher que conhecemos e que nos demonstra exatamente isto. Para as suas amigas a Madeline é das melhores pessoas que se pode ter do seu lado. O seu poder e conhecimento na cidade pequena são bons aliados a ter e a Celeste (Nicole Kidman) sabe-o, enquanto a Jane (Shailene Woodley) rapidamente o descobre.  A pobre da Renata Klein é das únicas mães que trabalha a tempo inteiro e é muito criticada por isso, não por trabalhar, segundo a Madeline, mas simplesmente porque se sente superior às outras mães e usa isso como uma desculpa. Pessoalmente, consegui ver que nenhuma das mulheres tinha exatamente razão, mas isso é normal porque eu sou espectadora.

O derradeiro suspense da série parece estar envolvido à volta de quem é o bully da filha da Celeste. O primeiro dia de aulas em que a criança é esganada cria o momento de partida para o desenrolar do drama da série. Todos queremos saber quem é o bully, porque obviamente não é o Ziggy, o adorável filho da Jane (e futuro Sheldon Cooper, shuu).

E por toda a gente achar que o Ziggy é o bully, expecto a Madeline, a Celeste e a Jane, as mães entram em guerra aberta. Ou… em guerra fria. Umas juram a pés juntos que é o Ziggy que anda a atormentar a pobre da Amabella, mas quando até a Amabella diz que o Ziggy é amigo dela, nós começamos a pensar: Quem pode ser?

E quando nos começamos a perguntar isto, é quando a série começa. Ficamos a saber o passado da Jane, e o porquê do pai do Ziggy não estar presente. Ficamos a saber que a Madeline tem muitos mais problemas e segredos que aqueles que o seu exterior quasi-perfeito faz parecer. E a Celeste… a Celeste com o seu exterior calmo, ponderado e marido apaixonado… Será?

Quando menos se espera, dá-se por envolvido na vida destas 7 mulheres, desde o yoga até à discussão sobre o teatro das marionetas ser ou não apropriado para crianças.

Não vos vou dizer que a série é surpreendente, porque não é. Mas vou-vos dizer que a série entranha e quando acaba aprendemos uma grande lição e queremos que continue, porque queremos continuar a acompanhar a vida destas mulheres.

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