"Eva Stories": a vida de uma jovem no Holocausto, através de stories

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Com mais de um milhão de seguidores, o perfil no Instagram "Eva Stories" tem uma missão: contar em 2019 uma história de 1944, sobre uma adolescente de apenas 13 anos vítima do Holocausto.

O projeto lançado oficialmente no âmbito das comemorações dos Mártires e Heróis do Holocausto em Israel, foi idealizado pelo empresário do ramo de tecnologia Mati Kovachi e pela filha dele, Maya.

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Eva.Stories Official Trailer

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Cerca de 70 vídeos curtos compõem o projeto. São baseados num diário escrito por Eva Heyman, uma adolescente judia que vive com os avós na cidade de Nagyvarad, renomeada posteriormente como Oradea, na Roménia, até o local ser invadido por nazis. A cidade tinha 100 mil moradores, metade deles judeus. Eva começou a escrever um diário quando completou 13 anos, onde registava que sonhava tornar-se numa repórter fotográfica, o que, para os idealizadores do projeto, foi a deixa perfeita:

A memória do Holocausto fora de Israel está a desaparecer. Encontramos o diário e dissemos: "vamos supor que em vez de caneta e papel, Eva tivesse um smartphone e documentasse o que estava acontecer ao seu redor." Então, trouxemos um smartphone para 1944 — contou Kovachi em entrevista ao "The New York Times".

A família Kochavi leu pelo menos 30 diários escritos por adolescentes da época para escolher a história de Eva. No total, a produção custou cerca de cinco milhões de dólares. Os vídeos foram filmados na Ucrânia e envolveram o trabalho de uma equipa formada por 400 pessoas.

Um outdoor em Tel Aviv, Israel, anuncia o projeto 'Eva Stories'

 

Apesar dos elogios, a iniciativa também foi alvo de críticas. Nas redes sociais, há quem diga que a versão na história criada para o Instagram é "um insulto à inteligência dos jovens", bem como uma forma de "banalizar a memória do Holocausto". Alguns internautas atacam até mesmo o conceito do projeto, questionando como Eva carregava o próprio celular na década de 1940.

Eva Heyman morreu em outubro de 1944, no campo de concentração de Auschwitz. A mãe da adolescente, Agnes Zsolt, sobreviveu ao Holocausto e encontrou o diário da filha quando voltou à Nagyvarad, onde cometeu suicídio.

 

Marcações: Valores, Tecnologia, Redes Sociais, II Guerra Mundial

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