Matemática e Amor: existe alguma fórmula para encontrar o amor?

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Se um dos teus objetivos de vida é encontrar o amor verdadeiro, fica a saber que não estás sozinho. A quantidade de programas de televisão,  sites e apps não nos deixam mentir. O que provavelmente não sabias é que encontrar a pessoa dos seus sonhos pode ser, afinal, uma questão matemática.

 Ainda que o mundo dos números possa parecer pouco atraente, podem estar neste universo as respostas para alguns dos nossos maiores dilemas afetivos.

A matemática Dra. Hanna Fry fala a respeito disto numa TED Talk, disponível no Youtube. 

Como assim?

Segundo a autora, há alguns padrões que se repetem quando o assunto é a procura por um parceiro ideal, e isso reflete-se também no universo online. Para chegar a estas conclusões, Hanna e a sua equipa analisaram uma grande quantidade de dados de sites de encontros amorosos.

Um dos conselhos relaciona-se com os amigos com quem saímos à noite. Em vez dos bonitões, Hanna aconselha a procurar a companhia daquelas pessoas menos atraentes, um truque que faz parte do que ela chama de “Teoria da Escolha Discreta”, quando uma característica irrelevante pode mudar a forma como fazemos as nossas escolhas na vida em geral.

Ainda de acordo com essa teoria, a autora explica que, no caso de existirem duas mulheres – A e B – classificadas como igualmente atraentes, se outra mulher se aproximar, e se ela for, digamos assim, uma versão menos bonita da mulher A, então essa mulher A será a mais popular na noite. Será que faz sentido?

Não disfarces

Outra técnica sugerida é o oposto de dar ênfase aos defeitos – geralmente funcionamos ao contrário, não é? Pois, mas a investigadora reparou que as pessoas consideradas mais atraentes não são as que mais recebem respostas nesse tipo de interação.

No final de contas, quem se dá bem mesmo bem no flirt online são as pessoas que estão ali no meio termo entre pessoas que são consideradas muito atraentes e aquelas que geralmente são vistas como nada atraentes.

Homens carecas, por exemplo, que podem ter algum tipo de complexo com isso, fazem mais sucesso quando não tentam esconder a calvicíe. O mesmo funciona para quem está acima do peso: tentar disfarçar é menos eficiente do que publicar fotos que mostrem o corpo como ele realmente é. Ou seja: não tenhas medo! 

A lógica disto  está no facto de que as pessoas têm medo da competitividade e “sentem-se mais seguras” ao lado de alguém “normal” do que ao lado de uma pessoa considerada perfeita e que chama muito a atenção. Ou seja: na hora de escolher a próxima foto de perfil, escolhe a mais genuína e não aquela que esconde os teus defeitos. 

Não é de agora

A matemática já cruzou o caminho do amor noutros tempos. O estudante Peter Backus, da Universidade de Warwick, fez um trabalho chamado “Por que não tenho uma namorada?” depois de um período de solteirice que durou três anos. Por meio da fórmula conhecida como Equação de Drake, o estudante chegou à conclusão de que, entre todas as mulheres disponíveis no Reino Unido, apenas 26 poderiam ser o seu “par perfeito”.

Se achas que 26 é um número alto, fica a saber que Backus teria apenas uma hipótese em 285 mil de encontrar uma dessas raparigas. O lado bom, antes que comeces a bater a cabeça contra a parede, é que, pelo visto, Backus encontrou uma dessas raparigas ideiais – num jantar com amigos. Os dois estão casados, inclusive.

Marcações: Valores, Relações, Amor , Namoro, Namorar, Namorados, Matemática

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