4 curiosidades aleatórias sobre o corpo humano

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Porque é que o nosso corpo fica dorido depois das primeiras aulas de Educação Física? Porque é que não conseguimos fazer cócegas a nós mesmos?

É impossível fazer cócegas a ti mesmo

Simplesmente não funciona. O cérebro antecipa as coisas, monitoriza os teus movimentos e consegue diferenciar as sensações esperadas das inesperadas. Isso faz com que o corpo descarte totalmente as sensações já aguardadas, enquanto presta atenção a situações inusitadas.

Assim, o nosso cérebro antecipa as sensações de toque feitas por nós próprios e, com isso, deixa de lado aquilo que considera não ser importante. Algo semelhante acontece quando estamos a escrever no teclado do computador. Os dedos estão a trabalhar, mas é algo tão automático que nem nos lembramos da sensação dos toques no teclado.

O oposto acontece quando outra pessoa nos toca: o cérebro volta toda a atenção para aquilo, já que não conseguimos prever aqueles movimentos. Isso gera a sensação de algo estranho e, automaticamente, as cócegas.

A causa das dores musculares depois de exercícios

Desde o século XX que os investigadores acreditavam que a causa das dores musculares estava ligada ao ácido lácteo libertado nos músculos durante os exercícios, mas pesquisas recentes demonstram que isso definitivamente não é a causa das dores — pelo contrário, o ácido lácteo pode até mesmo servir como combustível quando os níveis de oxigénio são baixos.

Estudos comprovam que as dores musculares tardias acontecem por microfraturas nas células musculares. Isto acontece quando fazemos alguma coisa a que os nossos músculos não estão habituados, de uma forma muito mais intensa do que o habitual.

Isto explica o motivo de algumas dores aparecerem quando fazemos um tipo de exercício especifico, mas param quando você repetimos aquele mesmo movimento ou ação. Se continuares a fazer o mesmo exercício de forma regular, o teu corpo adapta-se à atividade e as dores param.

85% das pessoas expiram com apenas uma narina – e isso afeta todo o corpo

Provavelmente ficarias admirado se te disséssemos que expiras apenas por uma narina. Mas fica sabendo que, se de facto issso acontece, não estás sozinho - 85% da população "padece do mesmo mal". 

Mas o mais interessante talvez não seja o facto de que poderás estar a expirar apenas por um dos lados do nariz, mas sim saber que a mudança de narinas acontece em ciclos de aproximadamente quatro horas.

Esse tempo pode variar e muda conforme a posição do corpo e algumas congestões nasais. Estudos publicados em 1988 comprovaram que a mudança pode afetar o nosso corpo das mais variadas formas. Respirar pela narina direita, por exemplo, pode aumentar significativamente os níveis de glicose no sangue, enquanto respirar apenas pela narina esquerda tem o efeito oposto.

Outra pesquisa, feita em 1993, alerta que, ao usares a narina direita, podes estar a inspirar muito mais oxigênio do que ao utilizar a narina esquerda. Mas o facto mais curioso foi descoberto no ano seguinte: o uso da narina na respiração é inverso ao lado do cérebro que está mais ativo. Ao respirar pelo lado esquerdo, por exemplo, o hemisfério direito do cérebro mostra uma atividade maior.

A língua não tem zonas diferentes para os sabores

Se estás a aprender isto na escola, bem que podes contra-argumentar: a língua não tem zonas distintas de sensibilidade. A confusão começou quando Edwin G. Boring, psicólogo na faculdade de Harvard, traduziu um artigo do cientista alemão D. P. Hanig, o que tornou a teoria famosa.

Hanig afirmava que existiam quatro tipos de sabores básicos (atualmente, sabemos que existem cinco) que o corpo humano conseguia distinguir. O cientista fez um mapeamento de espaços na língua nos quais se conseguiria perceber melhor cada tipo de sabor.

No entanto, qualquer papila gustativa sem danos é capaz de perceber o gosto de qualquer um dos cinco sabores conhecidos atualmente; então, o “mapeamento” de zonas da língua depende, na verdade, da densidade e localização das papilas gustativas saudáveis na boca de um indivíduo – e isso muda de pessoa para pessoa e também pode variar conforme a idade.

Na década de 70, cientistas resolveram confrontar a teoria, já que não parecia funcionar conforme a experiência de, digamos, todas as pessoas existentes no planeta. Embora isso seja considerado um mito há mais de 40 anos, nem todos sabem que o mapeamento da língua simplesmente não existe.

Marcações: Valores, Ciência, Curiosidades, Corpo Humano , Língua

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