Estar "offline": 3 Atitudes para se ter com as redes sociais

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Mal nos lembramos de como era a vida sem internet, mas ainda dá para lembrar como funcionava a vida sem os smartphones — esses maravilhosos aparelhos que rapidamente tornaram-se parte essencial da nossa sobrevivência. 

 

O deslizar dos dedos para acompanhar a atualização do feed, o saber quantos "gostos" tem a foto que acabaste de colocar ou ficar a par do conversa de grupo no Messenger é um vício que parece não ter fim. 

Qual efeito desta e de tantas outras enxurradas de informação trazem para a tua vida? Trazem algum tipo de benefício? Ou servem apenas para alimentar um comportamento que chega a ser um vício?

Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS), na sua última atualização da classificação internacional de doenças (CID), classificou o vício em videojogos no leque de perturbações e transtornos mentais incapacitantes. Contudo, os jogos não são os únicos que apresentam perigos na nossa rotina. 

São as técnicas de persuasão, desafios e motivação que nos envolvem. Tudo é pensado para que voltes e repitas as mesmas ações, diversas vezes. A gamificação atrai de tal forma que, segundo uma pesquisa realizada pela PEW Research Center, 25% dos americanos diz-se estar onle permanentemente. Ansiedade, stress, insónia e depressão são temas que intensificam este tipo de comportamento, sem grandes surpresas.

Um pequeno estudo, realizado pela publicação Science Alert, monitorizou 50 pessoas que por escolha própria não possuem telemóvel ou qualquer acesso a redes sociais — alguns até se recusam a enviar emails. O intuito seria o de reconhecer os benefícios de se manter offline. E o que podemos aprender com eles?

1. Vantagens de passar mais tempo com as pessoas

Para os participantes, parte do problema sobre as trocas que acontecem nas plataformas sociais são os rastos que ficam armazenados em forma de dados para serem utilizados em ações de marketing por diversas empresas.

Disseram ainda que acreditam mais no contacto pessoal: toque, expressões e trocas que acontecem no mesmo espaço físico ao contrário de uma ligação remota, visto que fortalecem o lado humano e valorizam os laços sociais.

Segundo os entrevistados, toda a sociedade pode beneficiar de uma atenção mais profunda e relações estabelecidas sem pressas. Para essas pessoas que não usam smartphones ou redes sociais, o tempo gasto com outros indivíduos é associado a uma sensação de calma e bem-estar, que dá um sentido à vida.

2. Desligar não implica estar desatualizado

Apesar do vazio e do princípio de ansiedade ao optar por permanecer offline, a sensação de liberdade oferecida por esta escolha mostrou-se muito prazerosa para os inquiridos. Prestar mais atenção ao meio envolvente e ficar livre da exaustiva e trabalhosa tarefa de manter conversas superficiais sem propósito foram algumas das ideias debatidas. 

Nenhum dos entrevistados relatou tristeza ou sentimento de exclusão por não pertencer a um grupo digital — muito pelo contrário. Segundo eles, dar atenção às pessoas que realmente importam é muito melhor do que conseguir 100 amigos virtuais.

3. "Ser" e "estar" em contraposição ao "fazer"

Viver o aqui e o agora permite trabalhar a ansiedade e ter calma para nos prepararmos para alguma tarefa mais stressante que possa estar por vir. Já o dedilhar e "scrollar" as páginas do telemóvel não é um exercício tão relaxante quanto parece. Não só a luz emitida pelo ecrã provoca um estado de alerta, como também a constante busca por alguma informação relevante causa stress.

Marcações: Valores, Tecnologia, Redes Sociais, Smartphone, Offline, Online

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