O pão de cada dia

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Um dos motivos para os nossos pais se levantarem de manhã é a possibilidade de dar o pão de cada dia. Pão que nos alimenta, fortalece e nos faz crescer.
Sabias que o pão que nos alimenta vem do tempo do homem das cavernas? Ou que a semente precisa de apodrecer para dar o pão? Fica a conhecer mais sobre este alimento! 

 

Do Trigo ao Pão

O grão ressuscita

O semeador lança as sementes à terra. Ficam aí, no escuro. Precisam de tempo para apodrecerem e delas surja uma vida nova.
Esse pequenino rebento sai de dentro da terra até ver o sol. Depois vai crescendo até formar uma planta com espigas formadas por grãos de trigo.
Os agricultores contemplam os trigais e celebram com alegria este dom do trigo novo. O tempo das ceifas é tempo de alegria.

Farinha branca

Os grãos das espigas são recolhidos e levados para a moagem, a fim de serem esmagados, até formarem a farinha branca.
Outrora, as pessoas para a moagem utilizavam os moinhos à beira dos rios ou no cimo dos montes. Utilizavam a energia da água ou do vento. Actualmente, é feita com máquinas cada vez mais aperfeiçoadas.
Também nisto as pessoas distinguem-se dos animais; estes não elaboram os produtos da terra.

A massa e o fermento

A farinha de trigo é um pó rico em amido. Existe a farinha integral e também a farinha refinada, sem as cascas do grão.
A farinha, depois de amassada, fica algum tempo a fermentar. Dentro tem um fermento que a faz levedar. Durante a fermentação, as bolhas do gás carbónico não conseguem escapar para a superfície e fazem inchar (crescer) a massa. Está boa para ser pão saboroso. Chega o panificador e forma os pães de diversos tamanhos e feitios.

A cozedura

Os pães brancos são levados ao forno. Durante a cozedura, os compostos do amido (anidrido carbónico e álcool) escapam-se mas o seu efeito fica no sabor do pão. Um sabor que não existe no pão sem fermento.
O pão é cozido a uma alta temperatura regulada pelo panificador em função do tamanho dos pães. Não é a mesma coisa cozer pães grandes e pequenos. Existe uma grande variedade de pães à venda nas padarias. Cada vez a variedade é maior.

O Pão ao longo dos séculos

O primeiro pão

Todas as civilizações se desenvolveram à volta de um cereal. O arroz na China, o milho na América Latina e na África.
O pão foi produzido pela primeira vez há seis mil anos. Terá surgido, juntamente com o cultivo do trigo, na região da Mesopotâmia, onde actualmente fica o Iraque. Era uma região fértil, banhada pelos rios Tigre e Eufrates. Já nesses tempos longínquos o pão nosso de cada dia era um alimento essencial das pessoas.

Cada terra o seu pão

O pão mais semelhante ao nosso era já feito pelos egípcios há 4.000 anos antes de Cristo. Era com o pão que pagavam os salários. Nas pinturas dos túmulos dos reis, nas pirâmides, está retratada como fabricavam o pão.
Os israelitas, ao contactarem com os egípcios, aprenderam as suas técnicas. O pão também existia na Grécia antiga e em Roma. Aqui, 500 anos antes de Cristo, foi criada uma escola de padeiros. O pão impôs-se em todo o império romano como o alimento principal.

Pão branco e pão negro

O pão serviu para distinguir os ricos dos pobres, nesses tempos antigos em que havia grande falta de pão. Os inimigos terríveis eram a fome, a peste e a guerra.
As pessoas, até ao século XIX, comiam o pão negro, integral, que alimenta muito. Era, muitas vezes, o único alimento dos pobres e ninguém o podia desperdiçar. Roubar pão era um crime severamente punido. O pão branco, feito a partir de farinha refinada, era reservado aos ricos.

Histórias de pão

A falta de pão ou o aumento do preço são o suficiente para provocar revoltas. Isto aconteceu em França, nos meses que precederam a Revolução Francesa de 1789, que impôs a República.
O poeta Homero, no seu livro chamado Odisseia fala de dois tipos de homens: os que comem pão e os bárbaros. Fabricar pão é próprio dos civilizados. Os Ciclopes não são homens porque comem carne humana.

Um pão sagrado

Cinco pães e dois peixes

Um dia, estava Jesus a falar a uma multidão. Fazia-se tarde e os discípulos disseram-lhe:
- As pessoas estão com fome e este lugar é deserto. Manda-as embora.
Jesus, sempre atento aos pobres, não aceita esta ideia e disse-lhes:
- Dai-lhes vós de comer.
Eles disseram-lhe:
- Mas como é isso possível? Está aqui um jovem que tem cinco pães e dois peixes, mas que é isso para tanta gente?
Jesus ordenou que todos se sentassem por grupos. Chamou o jovem, abençoou esses alimentos e mandou que fossem distribuídos por toda a gente.
Depois desta partilha fraterna do pão, todos ficaram saciados e ainda sobraram sete cestos.

“Eu sou o pão da vida”

No dia seguinte à multiplicação dos pães, Jesus falou de um outro pão que iria dar-lhes. Disse-lhes:
- Eu sou o pão da Vida. Quem comer do pão que eu lhes der, terá a minha vida e viverá para sempre.
Jesus, dias antes de ser morto, reuniu-se com os discípulos para a Ceia pascal. A um certo momento, pegou no pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo:
- Tomai e comei. Isto é o meu Corpo entregue por vós.
O mesmo fez com o vinho, dizendo:
- Tomai e bebei; isto é o meu Sangue que vai ser derramado por vós e por todos.
Disse-lhes para se reunirem e fazerem o mesmo que ele fez. Por isso, os amigos de Jesus reúnem-se ao domingo para a Eucaristia, alimentando-se do Pão da Vida.

São rosas, senhor!

A rainha Isabel de Aragão, esposa de D. Dinis, ao ver portugueses com fome, enchia-se de compaixão e saía ao seu encontro para lhes dar pão, sem o rei ver.
Um dia, D. Dinis apareceu inesperadamente e ela escondeu os pães no regaço. O marido perguntou-lhe:
- Que tens no teu regaço?
A rainha, timidamente, respondeu:
- São rosas, senhor.
O rei replicou:
- Rosas em Janeiro? Deixa que as veja.
A rainha abriu os braços e no chão caíram as mais belas rosas.

Esta lenda fez da rainha Santa Isabel de Portugal a padroeira dos panificadores, dos padeiros.

Marcações: JOvens, Valores, Criação

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