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O que podemos aprender com o passado?

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O passado é prólogo, já dizia William Shakespeare. Para Shakespeare, o passado é a introdução às nossas vidas atuais, preparando-nos para o evento principal bem à nossa frente. Mas não será isso muita pressão?

O passado é um conceito complexo, cheio de coisas que aconteceram connosco e que escolhemos, lugares nos quais nos encontramos e lugares para onde fomos, pessoas que entraram nas nossas vidas e pessoas para as quais apenas gravitamos. O passado está cheio de altos e baixos, sucessos e fracassos, sonhos cumpridos e corações partidos.

Para vivermos bem no presente temos de ser sensatos com o passado. E isso não é fácil. A ditadura do tempo, que nos obriga sempre a pensar com antecipação, está sempre presente e estamos propensos a não olhar para trás.

Mas a sábia abordagem ao passado começa com uma questão profundamente importante: Do que é que sou feito?

O que é que te ajudou formares-te na pessoa que és hoje?

É uma pergunta perigosa às vezes. Alguns sofreram traumas graves no passado e precisam de uma boa ajuda profissional. Mas muitos têm uma perspetiva doentia em relação ao passado sem essa dor anterior. Essas “posturas” doentias para o passado podem facilmente atrapalhar a nossa capacidade de crescer e aprender.

A primeira postura doentia é viver no passado. Podemos ficar presos lá, nas memórias onde as coisas não correram muito bem, onde as oportunidades foram desperdiçadas. Alguns também insistem na ideia de no passado tudo era melhor - um desejo excessivamente nostálgico pelo que era (ou a ideia daquilo que era).

Quando vivemos no passado, lutamos para viver no presente. É difícil estar contente com o que existe quando estamos obcecados com o que existia.

Então se a tarefa de desligar do passado é árdua, é importante perguntarmo-nos:

O que preciso fazer para seguir em frente?

A segunda postura doentia é negligenciar o passado. Com esta perspetiva, o passado não é um prólogo como diz Shakespeare. É uma história irrelevante, algo para ser descartado e esquecido. É um mecanismo de fuga à dor, ao embaraço ou à vergonha do nosso passado.

Quando nos esquecemos do passado, estamos propensos a repetir os mesmos erros, não crescer e amadurecer. O passado é um professor poderoso, podemos crescer e aprender de maneira profunda a partir da boa reflexão sobre o que aconteceu.

Se negligenciar o passado é uma luta, importa saber responder ao seguinte:

Que lição retenho do meu passado para abordar o futuro com mais sabedoria?

Então, em certo sentido, Shakespeare tem alguma razão. O passado é prólogo. No entanto, há uma distinção subtil, mas importante, entre o passado que nos define e o passado que nos molda. O passado ​​pode moldar-nos, mas não nos define. Nós deixamos que o passado nos defina quando vivemos no passado. Ironicamente, também deixamos que o passado nos defina quando o negligenciamos.

Deixamos que o passado nos molde de maneira saudável quando abandonamos o que nos retém e refletimos sobre o que determinado acontecimento nos pôde ensinar. O nosso passado ​​está cheio de momentos incríveis, de momentos menos bons e outros assim-assim. Não podemos apegar-nos demasiado ao passado, mas ele pode ensinar-nos algo.

Uma das maneiras mais úteis de retirar lições do passado é fazeres uma cronologia da tua vida. Estilo daquelas dos manuais de história. Noutras palavras, representa visualmente os eventos mais importantes da tua vida num papel. Podes usar fotografias, desenhos, palavras que definam esses momentos. Organiza-os da maneira que te parecer mais apropriado. 

Enquanto organizas, pensa nos elementos comuns e quotidianos do passado que vêm à tua mente e coloca-os na linha do tempo. Pode ser o piano onde treinavas antes das aulas, a música que dava na rádio. A igreja à qual costumavas ir todos os domingos. Pode ser noite de pizza em família até.

Quando a tua linha do tempo estiver completa, pergunta a ti mesmo:

O que é que neste papel está a prender-me? O que é que eu preciso "deixar ir"?
O que é que neste papel é uma oportunidade para aprender? Qual a lição que retiro para a minha vida?

O passado pode ser um prólogo. Mas mais ainda é um professor. Uma excelente ajuda para saberes onde vais é saber onde estiveste.

Marcações: Valores, futuro, Adolescentes, Tempo, Caminho, Adolescência, Passado, Lições

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