Rússia: porque andam a circular diplomatas?

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Há cerca de um mês e meio, soubemos da notícia do envenenamento de Sergei Skripal e da sua filha Yulia, em Salisbury, no Reino Unido. Na sequência dessa notícia seguiram várias sobre a expulsão de diplomatas russos de países membros da União Europeia, da NATO e aliados do Ocidente. Porquê?

Sergei Skripal é um antigo espião russo, que no passado dia 4 de março, foi aparentemente envenenado, na companhia da sua filha, com uma substância considerada uma arma química.

Tendo este ataque ocorrido em solo britânico, o Reino Unido considerou que este incidente foi um ataque levado a cabo pela Rússia, já que a arma utilizada parece que é apenas produzida na Rússia e que houve retaliação pelo facto do ex-expião russo estar, agora, num país ocidental.

A Rússia, porém, negou ter sido autora do envenamento.

 Interpretando este evenenamento, com outras hipóteses de indevida influência russa nos países do ocidente – como anterior caso de envenenamento de outro espião russo há 11 anos, e as recentes a partilha de notícias falsas em redes sociais ou outros esquemas cibernéticos suscetíveis de interferir na eleições do Presidente da República dos EUA, ou do Presidente da República Francesa, ou até do referendo da Catalunha – o RU decidiu gritar “basta!” através da expulsão dos representantes oficiais da Rússia no seu país, lançando o repto aos seu aliados ocidentais.

Vários estados-membros da União Europeia e da NATO, e países like-minded (que partilham os mesmos valores) imitaram o Reino Unido e expulsaram também os diplomatas russos dos seus territórios. São os casos de Austrália, Canadá, EUA, Espanha, França, Suécia, Dinamarca, Países Baixos, Alemanha, Itália, Finlândia, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Hungria, Croácia, Roménia, Albânia e Ucrânia. Em resposta, a Rússia expulsou cerca de 150 diplomatas do seu país, todos dos países desta “aliança”.

Portugal - apesar de se alinhar em valores, e na posição de condenação destes alegados comportamentos por parte da Rússia - não expulsou diplomatas russos. Ouvido o repto britânico, Portugal optou por chamar o seu Embaixador em Moscovo, o mais alto representante português na Rússia, para melhor entender o que aconteceu, desta feita, do ponto vista russo.

Esta posição tanto é criticável como louvável; é que podemos não concordar que Portugal não tenha estado no lado da defesa dos seus valores fundamentais nem alinhado com os seus aliados ocidentais; mas, na verdade, não está efetivamente provado que é a Rússia que está por detrás de todas estas ações de agressão à nossa cultura democrática...

Marcações: EUA , Política, Reino Unido, Atualidade, Portugal, Rússia

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