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Escutar os jovens de alma e coração

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O Papa Francisco insistiu e assim foi feito: é preciso escutar os jovens. Ponto final. Não há Sínodo sobre os jovens sem que estes sejam escutados em primeira mão. Crentes e não crentes. Católicos e de outras confissões e religiões. Jovens!

A Igreja, para estar próxima, para ser "relevante e vivicante", para valorizar os jovens, precisa de sair das suas convenções com sabor a antigo e a desconhecido e entrar na linguagem dos jovens, percorrendo, com eles, a vida. A sua vida. Com capacidade de inclusão, acolhimento, misericórdia e ternura”. A Igreja precisa de se deixar evangelizar pelos jovens. Assim se expressaram os jovens na reunião présinodal que teve lugar em Roma de 19 a 24 de março. De forma livre e aberta. Desejosos de ocupar o lugar que lhes corresponde na Igreja de hoje.

Em muitas situações, é muito difícil aos jovens escutar a mensagem do evangelho. Há jovens que querem tudo, menos, ouvir falar de Igreja e de Deus:deixem-nos em paz!”. O nosso mundo e as suas circunstâncias não são tão favoráveis quanto possamos imaginar para esta escuta. Diante de um futuro de oportunidades, encontram um presente onde são “apenas espetadores”.

Um mundo fragmentado. Um mundo demasiado complexo. Diante de um sem fim de pressões sócio económicas, procuram “a justiça, a paz, o amor, a confiança, a equidade, a liberdade”. Diante do impacto da tecnologia, procuram a relação, o encontro, a escuta, uma identidade unida a uma representação verdadeira do que é ser pessoa. E onde encontram isso? Muitos esperariam encontrar comunidades que, de forma aberta e serena, acolhessem as suas inseguranças e contradições. Tantos há que já não esperam que a Igreja seja esse espaço de encontro e de escuta atenta e empática.

Menos administração e mais coração

Apesar disso, para quem pense o contrário, os jovens não estão tão distantes quanto isso a uma abertura à dimensão espiritual. São espirituais, masnão religiosos” = membros permanentes de uma religião, com cartão carimbado. Eles no-lo dizem. Estão cansados dos escândalos e das controvérsias, da ritualização da experiência religiosa sem mais nada, do sempre foi assim. Menos estruturas e mais pessoas. Procuram menos administração e mais coração. Menos palavras e mais testemunhos. Estão fartos da indiferença, do juízo e das recusas” de tantos “guias” que deveriam ser mais construtores de comunidades, de pontes de encontro, de partilha, do que de silêncio e abandono dos jovens. Tantas vezes “encontram celebrações e comunidades que parecem mortas”. Sem espaço de participação ou responsabilidade, porque são considerados “jovens, demasiado jovens e incapazes de tomar decisões, pois deles só se espera o erro”. Procuram um protagonismo saudável e justo. Solicitam uma presença mais efetiva e marcante das mulheres, tanto nas questões simples, como nas de maior responsabilidade, tanto a nível local, como global. No fundo, procuram quem lhes ofereça caminhos de sentido e de fé.

E anseiam conhecer Jesus! Anseiam o testemunho de quem encontrou Jesus: homens e mulheres capazes de expressar com paixão a sua fé e a sua relação com Jesus”. Nada de “sermões teológicos” abstratos e distantes, mas “narrativas de vida” significativas, autênticas, reais, transfiguradas de amor e de vida nova. Porque quem encontrou a Jesus encontrou um tesouro que não quer, de forma nenhuma, perder. Um amor que chama à vida, à vida plena. A uma vocação de amor. Para isso, procuram guias, acompanhantes, “companheiros de viagem” que os ajudem a discernir a sua vocação (como assusta esta palavra!): isto é, a sua dignidade mais intrínseca, como cada um é e a que é que Deus chama cada jovem a fazer no mundo, na sociedade, na história, neste tempo e no tempo futuro: um discernimento (outro palavrão!). Os jovens procuram acompanhantes que estejam capazes “de evangelizar através da sua própria vida”, buscadores de santidade”, quem tome conta, quem escute ativamente, quem responda com gentileza, quem reconheça os próprios limites, “pecadores perdoados”. Sem criar dependências, porque não se quer um seguimento passivo”, deorelhas murchas”, mas quem faça a diferença. Para isso é preciso quem indique caminhos, quem caminhe com os jovens deixando-os ser participantes ativos da viagem”, porque se acredita na capacidade de cada jovem de voar alto, de chegar longe, e participar plenamente na vida e na vida da Igreja.

Dar espaço aos jovens

Este é um domínio de grande crescimento necessário na Igreja: deixar que os jovens tenham o seu espaço. Sem medos. Contribuindo com as suas dinâmicas, a sua vida, o seu inconformismo e capacidade de liderança (porque a têm!). Com o seu ruído e rumor. Contribuindo para “uma comunidade transparente, acolhedora, honesta, convidativa, comunicativa, acessível, alegre e interativa”. Porque realmente querem ser “uma presença alegre e entusiasta e missionária no interior da Igreja”. Uma voz criativa em mil e uma expressões de arte, na música, na liturgia. E em lugares novos (“bares, cafetarias, parques, ginásios, nas ruas”): em qualquer ambiente do continente jovem, incluindo o mundo virtual, novo pátio de encontro com os jovens e entre os jovens (com os seus méritos e perigos). Porque querem, também eles, ser encontrados nos lugares onde se encontram (intelectual, emotiva, espiritual, social e fisicamente). Nas praças, nas tunas, nas universidades, nas escolas, no serviço aos outros, na formação pessoal, na escuta da Palavra, nos pequenos e grandes encontros e eventos. Na vida quotidiana, sem serem abandonados a si mesmos. Sem medo dos assuntos incómodos. Sem medo da Verdade. Com uma linguagem entendível. Com quem tenha capacidade de relação com os seus “usos e costumes”. Com quem queira caminhar ao seu nível, para aí fazer nascer a oportunidade de tornar presente a mensagem do evangelho. Com mil instrumentos: multimédia, arte e beleza, gap years, voluntariado, adoração, meditação e contemplação, testemunho e sentido sinodal, isto é, sentido de escuta permanente, verdadeiramente considerados pela hierarquia eclesiástica, dispostos ao diálogo, numa “cultura de abertura” que saia do cheiro de sacristia, à vida com horizontes.

O Papa Francisco ofereceu aos jovens espaço e tempo para o diálogo. Deu-nos um grande exemplo. Agora é tempo de, em toda a Igreja, escutarmos de alma e coração, a voz dos jovens, na espera da “visão” (Joel 3,1) que os jovens têm para oferecer e realizar na Igreja que somos todos.

Marcações: JOvens, Igreja, Valores, Jesus , Escutar, Espaço, Papa Francisco, Sínodo

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