Histórias para Crescer: Apenas de passagem

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O jovem viajante ao passar viu um mosteiro e resolveu pedir abrigo. Foi então recebido por um velho monge que lhe ofereceu abrigo e alimentação. Ao entrar nos seus aposentos reparou na simplicidade e, sobretudo, na total ausência de mobílias - só se viam livros e velas.

Curioso, o viajante questionou:

- Meu velho, desculpe-me a pergunta, mas onde estão as suas coisas, a sua mobília?

- E onde estão as tuas? – devolveu rapidamente o experiente monge.

O jovem olhou surpreso para o velho e respondeu:

- As minhas?! Mas eu estou aqui só de passagem!

- E eu também, meu jovem! – respondeu o velho monge de modo sereno.

Neste tempo da Quaresma, este conto ajuda-nos a pensar no que é verdadeiramente importante! Imagina que irias viajar algum tempo de mochila às costas, quais seriam as coisas absolutamente necessárias que levarias? O que evitarias levar para não dificultar a caminhada?

Considera agora quais são as coisas que no teu dia-a-dia carregas! Há alguma que se transformou em peso e nem te apercebeste? O que desejarias deixar para trás? Como o podes fazer?

Quais são os tesouros que trazes contigo? Pesam ou são leves de transportar?

Talvez na nossa sociedade de consumo não possuir bens por opção (tal como noutros tempos) não seja bem compreendido. Mas a verdade é que nos estamos a tornar escravos das coisas que temos de ter, sempre o mais recente e melhor! Precisamos mesmo de tanta coisa para ser verdadeiramente felizes?

Há algumas regras simples para nos irmos desapegando das coisas que temos. Uma é, por exemplo, se compramos umas calças damos umas calças antigas a alguém (sempre no sentido de manter o número de peças). Outro exemplo é se não usamos algo durante um ou dois anos é sinal que não precisamos desse objeto e que o poderemos dar. Ficam estas dicas para ir deixando as coisas que não interessam para trás!

Marcações: Valores, História, Viagens , Liberdade, Solidariedade, Quaresma

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