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Estar sob (de)pressão

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Já ouviste falar de pessoas com (de)pressão? Sim, estar deprimido não se trata apenas de estar mais triste. Trata-se de uma doença na qual as pessoas se sentem sob pressão, como se tivessem algum “peso” sobre o corpo: sentem-se tristes, têm diminuição da energia, diminuição da vontade de fazer qualquer atividade e perdem o prazer que tinham naquilo que gostavam de fazer.

Infelizmente esta é uma doença que tem vindo a afetar cada vez mais pessoas e habitualmente afeta aquelas que são mais vulneráveis, ou seja, as que estão divorciadas, as que estão desempregadas, as populações que vivem mais isoladas nas cidades e as pessoas com menos poder económico. Embora seja uma doença bastante comum e da qual se tem falado com frequência, ainda existem alguns preconceitos sobre as pessoas que por ela são afetadas, não sendo raro ouvir coisas como: ele não quer é trabalhar!.

Então o que é que acontece?

A depressão é uma doença que, começando no nosso cérebro, afeta todo o corpo. É como se colocássemos um combustível mau no carro. O carro por fora está limpo, com bom aspeto e parece ter todas as condições para funcionar. No entanto, anda mal: anda devagar e, gradualmente, começa a parar porque lhe falta o combustível certo para o motor. No caso da depressão, as pessoas podem ter um aspeto saudável e pode parecer estar tudo bem com elas mas o combustível que está a alimentar o cérebro não é o correto.

O nosso cérebro é constituído por muitas células que têm o nome de neurónios. Estas células, para comunicarem entre si, uma das coisas que fazem é libertar uns sinalizadores que se chamam neurotransmissores. No caso da depressão os neurónios passam a libertar neurotransmissores com uma ação mais negativa em vez de libertarem os que têm uma ação mais positiva. Assim sendo, as informações que o cérebro envia ao resto do corpo são menos estimulantes levando a alguns dos sintomas de que já falámos e ainda a outros como diminuição da concentração, diminuição da auto-estima e da segurança, pensamentos pessimistas, dificuldade em adormecer e diminuição do apetite.

Esta comunicação diferente por parte dos neurónios pode ter várias causas, tais como acontecimentos negativos da vida, desemprego, doenças, isolamento social e falta de apoio, havendo algumas pessoas que mais facilmente são afetadas por terem genes que as tornam mais frágeis.

O que podemos fazer para ajudar estas pessoas?

Para tratar a depressão é necessário alterar os neurotransmissores que são libertados no cérebro: temos de substituir os que têm um efeito negativo pelos que têm um efeito mais positivo. Pensa nisto como uma espécie de jogo no qual tens de alimentar os neurónios com os alimentos certos para eles produzirem o que tu queres, que neste caso são os neurotransmissores com os efeitos mais positivos. Numa fase inicial isto pode ser conseguido se a pessoa que está doente resolver alguns dos problemas que a perturbam e se retomar as atividades que gosta de fazer. Contudo, se a doença se tornar mais grave, pode ser necessária uma ajuda extra através de um médico visto que atualmente existem muitos medicamentos que conseguem substituir o tal combustível do nosso cérebro por um melhor, permitindo que depois as pessoas consigam retomar as suas atividades normais e fiquem curadas. Mais uma vez passa tudo por conseguirmos que aumente a libertação dos neurotransmissores com um efeito positivo.

Resumindo, deixo-te 3 sugestões do que podes fazer se conheceres alguém com depressão:

  1. Tenta compreender a pessoa. Lembra-te que ela está mesmo doente e que não está apenas a fingir ou a ser preguiçosa. (Agora que já sabes o que se passa no cérebro é mais fácil perceberes);
  2. Tenta não ser mais um fator para preocupar ou zangar a pessoa. Em vez disso tenta animá-la, distraí-la e levá-la a fazer as atividades que lhe dão prazer porque assim ajudas a que substitua os neurotransmissores negativos pelos positivos;
  3. Tendo em conta que a depressão é uma doença, e que existem medicamentos para a curar, aconselha essa pessoa a procurar a ajuda de um médico porque este pode ser o primeiro passo para que volte tudo ao normal.

Marcações: Crescer, Saúde , Forma, Depressão, Alimentos

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