O convite da Quaresma

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Hoje começa a Quaresma. Começa um caminho em que se renova a proposta de uma vida mais autêntica. Começa um caminho de oração, de jejum e de esmola!

 Quarta-Feira de Cinzas | Mt 6, 1-6. 16-18 

Ao lermos o evangelho que a Igreja nos propõe para o dia de hoje, a insistência de Jesus sobre a hipocrisia de quem quer mostrar a todos os sacrifícios e as coisas boas que faz, deve despertar a nossa atenção. De facto, a Quaresma, não é o tempo para fazer coisas… o convite da Quaresma é mais profundo e essencial: mudar o coração, converter-se! Não é fazer coisas, mas tornar-se numa pessoa diferente da que somos: mais autênticos, mais verdadeiros, mais essenciais, mais de Cristo.

Sempre gostei, no inicio da Quaresma, de reler um texto cristão dos primeiros séculos a que deram o título de Epístola a Diogneto. Diz assim uma parte deste escrito: Os Cristãos são da carne mas não vivem segundo a carne. Moram na terra mas são cidadãos do céu. Obedecem às leis estabelecidas pelos homens, mas com a sua vida superam a lei, e obedecem a Deus.

É a isto que nos chama a Quaresma que hoje começamos: a separarmo-nos do que está a mais, do apego exagerado às nossas certezas e às nossas coisas e a olhar para o alto. A Quaresma é um desafio constante a não nos contentarmos com uma adesão superficial a Cristo mas a abrirmos o nosso coração à novidade transformadora da sua Pessoa e da Sua Palavra. Mais do que cumprir preceitos, Jesus pede-nos hoje que examinemos a nossa vida e a repensemos à luz do Seu evangelho.

Este tempo começa com um símbolo e com um gesto. O símbolo são as cinzas e o gesto é a de as recebermos na nossa cabeça. Este símbolo de penitência e de conversão, ajuda-nos a perceber que precisamos de queimar, de reduzir a cinzas, as ideias erradas que temos de Deus e da sua ação no mundo, para recebermos Jesus na Alegria verdadeira que nasce da Sua ressurreição, que hoje começamos a preparar.

O Pai está no segredo. Conhece os nossos segredos. Não precisa de publicidade: exige autenticidade! E o segredo faz-nos pensar logo no silêncio. A Quaresma também é tempo de silêncio. Jesus fez quarenta dias de silêncio no deserto antes de começar a falar abertamente do Reino de Deus. Por isso, façamos silêncio! Silêncio que se faz oração e meditação da Sua Palavra, longe das mil distrações que todos os dias nos invadem a casa, a mente e o coração. Façamos silêncio para que Deus fale no segredo e nos ilumine com a Sua Palavra.

Se vivermos uma quaresma autêntica, não receberemos um diploma nem um aplauso na Igreja, mas receberemos a maior recompensa que podemos desejar: a vida de Deus em nós… e uma vida abundante!

Boa quaresma… com Jesus!

Marcações: Valores, Evangelho, Jesus , Quaresma, Cinzas, Conversão

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