Hoje ainda é Natal!

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Isto acontece porque esta festa é tão importante que se prolonga durante oito dias ( chama-se uma Oitava) até à Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, que se celebra no primeiro Dia de Janeiro. Mas calma! Não vale a pena pedir prendas todos os dias! Não é esse o objetivo. A Igreja quer simplesmente que nos demos conta que o Natal não se limita a um dia mas estende-se por todos os dias da nossa vida.

 

DOMINGO dentro da Oitava do Natal | Lc 2, 22-40

Este domingo dentro da oitava do Natal celebramos a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Porquê? Porque o Natal de Jesus leva-nos a contemplar uma Família humilde e bela, Jesus, Maria e José, mas traz também consigo uma forte sensibilidade familiar, tornando-se o tempo forte da reunião festiva das nossas famílias.

No Evangelho deste domingo, Maria e José levam o Menino a Jerusalém para ser apresentado no templo. Este preceito era obrigatório para os judeus e acontecia, sempre, quarenta dias depois do nascimento da criança. Maria e José são fieis às tradições do seu povo e por isso cumprem o preceito.

No entando, nem sequer têm tempo de entrar que logo corre até eles um homem e uma mulher, Simeão e Ana, e ambos querem tomar o Menino nos braços. Os dois idosos recebem-no com uma alegria enorme. É como se o mundo, velho e cansado, recebesse nos braços a eterna juventude de Deus. Simeão e Ana são, para nós, sinais da esperança que temos de ter enquanto cristãos. A esperança de ter Deus connosco.

É belo que o Evangelho diga que Maria e José deixam que Simeão e Ana peguem no menino ao colo. De facto, Jesus veio para todos. Não pertence aos seus pais, ao templo, às tradições. Como dizia alguém

Jesus é nosso. É de todos os homens e mulheres. Pertence aos que têm sede, aos que procuram sentido para a vida, aos que nunca deixam de sonhar, aos que têm a coragem de ver para além do mundo, aos que se deixam encantar diante de um recém-nascido. Jesus pertence a todos os que acreditam no amor de Deus mas também aos que, pelo menos, sentem sede d’Ele” (E. Ronchi).

O Espírito tinha revelado a Simeão que não morreria sem ver o Messias. Gosto muito deste pormenor do Evangelho de hoje. Acho que o Espírito diz-nos, a mim e a ti, que também não morreremos sem ver o Senhor. É a isto que chamamos esperança. E precisamos de nos lembrar desta promessa quando a vida não nos corre tão bem. O Senhor vem também à nossa vida. Ele vem para nos ajudar, para nos dar força, para nos ensinar a caminhar.

Esta esperança faz com que Simeão cante. Diante do abraço que pode dar ao Salvador do mundo, Simeão percebeu que a sua missão estava cumprida. O que é a vida diante da revelação de Deus? “Agora, Senhor, podeis deixar ir em paz o vosso servo…” Para Simeão, tudo o que conta, tudo o que ele esperava, estava já diante dos seus olhos. Diante do Salvador, tudo o resto se tornou desnecessário, até a própria vida. O que fica em Simeão depois de encontrar o menino-Deus é a liberdade da confiança. Deus pode fazer dele o que quiser, até levá-lo para junto de si. Quem vive a esperança, confia em Deus. Quem vive a liberdade dos filhos de Deus sente-se capaz de enfrentar tudo o que a vida traz consigo pois é em Deus que está a sua segurança.

E depois de tudo isto, a família de Jesus voltou a sua casa. Ali Jesus crescia, como todos nós, e a graça de Deus acompanhava-o. Nesta festa da Sagrada Família, demos graças a Deus pela nossa família e por podermos crescer nela, em idade, sabedoria e graça, como Jesus. A família é um dom de Deus para cada um de nós. Não nos esqueçamos nunca disto.

Bom Domingo. 

Marcações: Família, Evangelho, Jesus , Comentário , Pais, Natal

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