Dia Mundial de Combate ao Bullying

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Hoje, dia 20 de Outubro, celebra-se o Dia Mundial de Combate ao Bullying. Isto significa que este conceito entrou na agenda da comunicação social, está na praça pública e sobretudo nas escolas, o que obriga a que pais, professores e políticos tenham de enfrentar o problema. Até porque continua a existir muita confusão acerca deste tema porque não se compreende a verdadeira natureza do fenómeno e as crenças que não é assim tão grave ou é um problema entre eles imperam.

 

Alguns mitos acerca do bullying:

Os adultos não podem interferir: podem e devem! Os professores podem apontar e dissuadir comportamentos violentos. Os pais podem dialogar com as escolas, reportando as situações problemáticas.

Os rapazes são mais propensos a serem vítimas: não é uma questão de género - as raparigas tendem a ser vítimas de bullying emocional e cibernético, mas tanto rapazes como raparigas são igualmente suscetíveis de sofrerem violência física.

Começa com o cyber-bullying: na verdade, geralmente termina com ciber-bullying. Normalmente há um alvo que se conhece (não é ao acaso) e no escalar da perseguição usam-se também os meios eletrónicos para atormentar.

Os miúdos só precisam de endurecer: este mito é do passado e indica que não se percebem as consequências psicológicas duradouras do bullying.

Os observadores não participam do bullying: mas a verdade é que fazem! Sempre. Até porque parte da motivação do agressor é ter audiência. Mas este “público” pode ser ensinado a reduzir o bullying, primeiro percebendo o que está a acontecer, depois reagindo em defesa da vítima, se for possível no momento, e denunciando a situação a um adulto.

Os fortes/maus são populares: não necessariamente. Os agressores podem até ser impopulares ou marginalizados.

É óbvio quando uma criança está a ser intimidada: nem sempre pais ou professores estão atentos aos sinais e nem sempre percebem o que está a acontecer com as crianças. Por isso, os adultos devem facilitar o diálogo e perguntar.

O bullying deve ser físico: o bullying pode assumir muitas formas, como a humilhação, boatos ou a perseguição, além da parte física.

Acontece e não é culpa de ninguém: isso pode até não ser. Mas todos somos responsáveis pelo que se passa no nosso mundo: os pais têm a responsabilidade de falar com os filhos para perguntar sobre o bullying e ouvir o que dizem. Os professores têm a responsabilidade de intervir, as escolas de criar ambientes seguros e os políticos são responsáveis ​​por criar políticas que protejam as crianças. E todos somos responsáveis para agir e denunciar as situações de bullying.

O bullying é um comportamento multifacetado que muda com a situação e as pessoas envolvidas, mas implica um comportamento indesejável e agressivo entre crianças/adolescentes em idade escolar que envolve um desequilíbrio de poder real ou percebido e é ou pode ser repetido ao longo do tempo. O bullying pode ocorrer em qualquer lugar, mas geralmente acontece nas escolas e sempre onde a supervisão de adultos é limitada ou inexistente.

Os três fatores mais importantes são: o desequilíbrio de poder real ou percebido (por serem mais fortes ou mais populares); o comportamento repetido ou o possível acesso à vítima e a ausência de adultos.

As feridas do bullying não passam facilmente: normalmente as vítimas, que são os mais tímidos e isolados, com a violência tendem a isolar-se ainda mais. E com o bullying tudo se agrava: as notas descem, pensam em desistir da escola, sentem muita raiva. Isto leva a que cresçam com ansiedade, depressão, tristeza e solidão. É um preço muito alto a pagar, mesmo na idade adulta!

Por seu lado, os que fazem bullying por serem violentos, manipuladores, cruéis, sem empatia e geralmente desagradáveis, podem não ter muitos amigos e têm maior probabilidade de desenvolver uma perturbação de personalidade anti-social. Ou seja, também eles têm problemas emocionais que os acompanham para a vida (se não forem resolvidos).

Mesmo os observadores, ao perceberem a injustiça e ao não fazerem nada (e sentem que de certa forma compactuam com a situação), podem também ter consequências psicológicas futuras (como depressão, problemas de relacionamentos ou mesmo abuso de substâncias).

A mensagem aqui é clara: todos perdemos quando o bullying ganha e efetivamente não conseguimos prever até onde os problemas irão continuar no tempo. Assim, é importante agir e denunciar todas as situações que conheças, é importante falar com um adulto acerca da situação. Em Portugal, a APAV é a instituição que pode ajudar nestas situações.

Marcações: Escola, Família, Amigos, Violência, Pais, Bullying

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