Amigos, sim, mas quais?

0
0
0
s2sdefault

Compressão, litígos, afecto, sofrimento, segurança... A amizade envolve muitos estados de ânimo. É um assunto sempre de grande atualidade, sobretudo nos adolescentes.

Existe a amizade com a minísculo e a Amizade com um A maísculo. Embora haja muitos amigos, na realidade há poucos Amigos. Cada qual, a partir da sua experiência, poderá ter alguma coisa a dizer. É muito importante ter amigos, e isto em todas as fases da vida. Contudo, a amizade é fundamental na adolescência. Como sobretudo os passarinhos, a um certo momento, deixam o ninho e começam a voar, assim os adolescentes gostam e necessitam de sair de casa para estar com os amigos. O que eles não querem de modo algum é a solidão. Não são ilhas! Para fazer teoricamente da amizade há muitos livros. Por isso, servimo-nos da experiência de alguns adolescentes.

«Posso contar com o grupo» 

O adolescente sente-se bem estando com os amigos. Isto não significa que o ambiente familiar não seja agradável: apenas indica que ela deixou de ser uma criança e necessita naturalmente de se afirmar como diferente.

A Ana diz: Quando era pequena, passava o meu tempo livre com a Cristina. Ia muitas vezes a sua casa e ela vinha à minha. Jogávamos as duas e tínhamos os nossos segredos. Era a minha única e grande amiga. Agora, com o passar dos anos, as coisas mudaram e passo momentos maravilhosos com um grupo de amigos. Agora eles são o meu mundo, são praticamente a minha segunda casa. Somos um grupo forte.»

A Joana também se sente bem no grupo. Quando não está com os companheiros, sobretudo com os mais amigos, ela em casa passa muito tempo a telefonar: fala, sorri, brinca, sempre com o telemóvel ao ouvido. Diz ela: A minha mãe não percebe porque é que tenho de estar tanto tempo na conversa, e diz me para ir estudar. Mas para mim uma hora a falar com os amigos não é tempo perdido.

O Nuno afirma convictamente: Estar com os amigos, sentimo-nos mais seguros. Vemos que não estamos sós, que os da nossa idade têm geralmente as mesmas angústias e esperanças. Por isso, sentimo-nos compreendidos e podemos falar abertamente das coisas. Nada de adultos, pais ou professores, a dar conselhos. Somos nós, apenas nós. Não sei explicar, mas sentimo-nos assim mais livres.

Os pais, sempre

De facto, é no grupo que os adolescentes se refugiam, pois é o espaço onde se sentem seguros, compreendidos, escutados. O grupo faz parte do seu crescimento. Não é saudável que um adolescente se recuse a crescer e queira ficar durante esses anos fechado em casa.  É este o tempo de ter amigos e fazer amigos. Mas, por vezes certas amizades desiludem.

A Teresa conta: Tive uma grande desilusão com uma amiga do meu grupo. Soube que ela tinha um namoro. Perguntei-lhe se era verdade e ela negou-o abertamente. Mas uma tarde de sábado vi-a a passear de mãos dadas com o tal rapaz. Tinha-me dito que não poderia estar comigo pois tinha de ir visitar os avós. Foi para mim uma grande desilusão ela ter-me mentido. Por que é que dizia que eu era a sua melhor amiga, se não era verdadeira comigo? Contei tudo à minha mãe e ela ajudou-me a encontrar a serenidade.

O Luís também concorda que, em certas situações complicadas, os pais estão prontos para nos ajudar, pois querem o bem dos seus filhos. Ele próprio o exprimentou. Eu tinha um amigo chamado Pedro, mas os meus pais não gostavam que andasse com ele. Diziam-me para escolher outros amigos, pois com esse não aprenderia certamente nada de bom. De facto, terminado o ano, ele chumbou e os pais decidiram mudá-lo de escola. Aprendi então duas coisas. A primeira é que é bom escutar os pais, pois estando de fora e com a sua experiência, vêem o que nós não vemos. A segunda, é que ter amigos é  muito importante, mas não devemos escolher os errados, mas os verdadeiros.

Marcações: Valores, Amizade, Adolescentes

0
0
0
s2sdefault

Últimas Notícias

  • Sophie Cruz: Construir famílias e não muros

    Sophie Cruz: Construir famílias e não muros

    Sophie Cruz é dada a conhecer ao mundo em 2015, quando na visita do Papa aos EUA, a pequenina corre para lhe dar um abraço. Entrega-lhe também uma carta sobre a história dos seus pais, imigrantes mexicanos à procura de lgalizar a sua situação.

  • Beato Pier Giorgio Frassatti: Sempre em

    Beato Pier Giorgio Frassatti: Sempre em "direção ao Alto"

    Pier Giorgio nasceu no seio de uma família muito rica, a 6 de abril de 1901. Filho do fundador do jornal La Stampa e de uma virtuosa pintora, foi com a mãe que Pier Giorgio absorveu o testemunho de fé e bons valores. 

  • Kay: a importância de cuidarmos de nós próprios.

    Kay: a importância de cuidarmos de nós próprios.

    Karolina é uma jovem polaca que vive atualmente em Inglaterra. Tem 26 anos, mas aos 13 começou um blog que mudou a sua vida. 

  • Músicas que desafiam:

    Músicas que desafiam: "Broken" dos Coldplay

    Nesta altura natalícia as rádios e plataformas de streaming tem sempre aquele conjunto de músicas habituais para esta época. Podemos hoje sugerir mais uma para a tua "playlist"?

  • Irmão Roger: um

    Irmão Roger: um "ponto de luz" num mundo em discórdia

    A vida do irmão Roger mistura-se com a história da própria comunidade de Taizé. 

  • Todos os amigos são eternos!

    Todos os amigos são eternos!

    Quantos amigos tens? Aqueles mesmo de confiança ... Um? Dois? Dez? Cada um tem uma relação diferente com os seus amigos: alguns fazem amigos todas as semanas,enquanto outros preservam as amizades de longa data e são mais reservados.

  • Bana Alabed:

    Bana Alabed: "Querido mundo, esta é a minha história"

    O testemunho de hoje chega-nos da Síria. Com apenas 7 anos, Bana Alabed criou uma conta Twitter com a ajuda da mãe, como uma forma de dar a conhecer a situação do seu país. 

  • Boyan Slat: o jovem que quer limpar os oceanos

    Boyan Slat: o jovem que quer limpar os oceanos

    Neste tempo em que nos preparamos para o Natal, queremos que conheças algumas pessoas que podem "influenciar" a tua vida. Já conheces o jovem Boyan Slat?

  • Escuta, Arrisca e Vive o Advento | Domingo I (Ano A)

    Escuta, Arrisca e Vive o Advento | Domingo I (Ano A)

    O Evangelho deste domingo desafia-nos a vigiar … estar atentos … É curioso como Jesus nos desafia a estarmos atentos e vigilantes, quando os nossos dias são sempre feitos a alta velocidade.

  • Pensa positivo!

    Pensa positivo!

    Já ouviste falar que os pensamentos negativos trazem uma vida negativa?

  • Escuta, Arrisca e Vive a Palavra | Domingo XXXIV do Tempo Comum

    Escuta, Arrisca e Vive a Palavra | Domingo XXXIV do Tempo Comum

    O Evangelho deste domingo é impressionante. É quase chocante a descrição – por um lado estão os que gritam e dão ordens a Jesus, os que se riem dele, os que não entendem nada de Deus, os que troçam “Se és rei, salva-te”. “Se salvou outros, que Se salve a si mesmo”.

  • Torna-te naquilo que acreditas!

    Torna-te naquilo que acreditas!

    Sabes quem é a Oprah? Bom, a Oprah é um género de prova viva de que se queres muito uma coisa e sabes sonhar então VAIS atingir! Como ela própria disse: “Cria a mais alta visão possível para a tua vida, porque te tornas aquilo em que acreditas”.