Muitos rostos apenas um "eu"

0
0
0
s2sdefault

Chegam as festas e são sobretudo as crianças a desfilar na rua com a sua máscara preferida a esconder o seu rosto verdadeiro. Nesse dia tudo vale. As crianças dão aos outros uma imagem daquilo que talvez gostariam de ser. Há meninas vestidas de fada e meninos com o fato do Super - Homem. 

Nesta época de Carnaval, quando nos pomos a pensar um pouco acerca das máscaras, damo-nos conta de que afinal as pessoas de todas as idades utilizam máscaras. Não necessariamente as que se vendem no mercado, mas máscaras invisíveis que servem para esconder a verdadeira personalidade, o eu ,aquilo que se é verdadeiramente.

Reconhecemos que é mesmo assim. Quando alguém está a sós, na intimidade do seu quarto, ou quando convive com pessoas com as quais tem uma grande confiança, nessas situações a pessoa tem facilidade em tirar a máscara e revelar-se tal como é. Mas, quando se está nesta sociedade tão complicada, cada qual esconde o que é, e mostra ser o que não é. Andamos de certo modo todos mais ou menos mascarados neste teatro do mundo. Hoje queremos propor um diálogo acerca de algumas das máscaras que alguns adolescentes utilizam todo o ano. Há os que escondem o seu verdadeiro eu atrás da imagem ou visual, atrás do computador,atrás do bullying, atrás do carneirismo e atrás do divertimento exagerado. O que dizemos serve apenas para provocar uma discussão saudável acerca deste assunto.

A imagem é que conta

Atualmente a imagem parece um papel fundamental na vida. Sabem-no bem os adolescentes que coleccionam no seu guarda-roupa roupas ao seu gosto e conforme a moda de cada momento. Além da roupa, a utilização dos cosméticos. E também os ginásios que se enchem cada vez mais de gente nova. Esta excessiva importância que se ao look é fruto da convicção de que, para se ser aceite no grupo, é necessário assemelhar-se aos modelos propostos pelos media, o que não será  nada fácil. De facto, nenhum rapaz ou rapariga normais poderão jamais ser perfeitos como aquele modelo que aparece na revista de moda ou na televisão. O que se vê na fotografia ou no vídeo é um produto  estudado nos mínimos pormenores, estudados por artistas. Trata-se de uma beleza pouco natural e muito virtual. Para estes adolescentes, o que conta é a imagem, aparência, o visual do corpo.Para isso, o seu desporto preferido consiste em andar no shopping a observar os últimos modelos de roupas, ténis e tantas coisas mais. Mascara-se com essas coisas da moda.

Abaixo a máscara

O cuidado da própria imagem é, evidentemente, muito importante. Torna-se, porém, num problema quando existe a mania da exterioridade, e aparecer torna-se mais importante do que ser. Na realidade, é precisamente na beleza interior que nasce a exterior: o que existe no coração manifesta-se no rosto. Quem dá demasiada importância à aparência parece esconder alguma coisa. Deixar-se conduzir por este mito, pensando dar apenas uma imagem sedutora de si próprio, não é um modo de viver que leve as pessoas a viver verdadeiramente felizes.

A diversão exagerada

A palavra preferida pelos adolescentes começa com a letra d de divertimento.Nada de novo. Sempre foi assim. Alguma coisa, porém, está a mudar. A esta palavra juntou-se uma outra que começa com e que é exagero. Exagera-se em todos os ingredientes do divertimento, música altíssima, dançar até cair de cansaço, cerveja até se ficar embriagado, fumar muito, experimentar drogas.

Para os exagerados tudo tem de ser de forma a que sintam emoções muito fortes. Querem sair da vida real cheia de problemas e dificuldades, e entrar numa espécie de sonho em que se sintam felizes por algumas horas. Mas, infelizmente, experimentam no final do divertimento um cansaço, uma depressão, um fim de festa nada feliz. É certo que a monotonia da vida deve ser intercalada com momentos de diversão. Mas, quando se tentam afogar as tristezas bebendo uma cerveja atrás de outra, ou se cai na ratoeira de fumar não só tabaco mas as drogas proibidas, então o divertimento é uma máscara que torna as pessoas muito feias, desumanas.

Abaixo a máscara

Nem todos os divertimentos são convenientes para quem deseja viver segundo a sua dignidade de pessoa livre e responsável. Os motores dos automóveis, mesmo os mais velozes, juntamente como acelerador, têm também o travão. Se este falta, não estão preparados para andar. O travão tem um papel muito importante. A vida, também tem momentos em que é preciso carregar no travão. Um desses momentos é quando a pessoa se sente seduzida pelas grandes velocidades mas, mantendo a cabeça fria, sabe respeitar a sua vida e a dos outros.

Marcações: JOvens, Escola, Valores, Família, Amigos, Problemas, Dilemas, Autoestima, Carnaval, Diversão, Entretenimento

0
0
0
s2sdefault

Últimas Notícias

  • Sexta-Feira Santa: O dia do silêncio

    Sexta-Feira Santa: O dia do silêncio

    A celebração de Sexta-Feira Santa é a mais original de todas as da Liturgia romana: Não há eucaristia. O silêncio, o jejum, a oração, as devoções tradicionais, sobretudo as que ajudam a meditar e orar o mistério da cruz, elemento central deste dia ... 

  • Quinta-Feira Santa: A melhor lição de Jesus

    Quinta-Feira Santa: A melhor lição de Jesus

    Com a missa da Ceia do Senhor começa o Tríduo Pascal da morte, sepultura e ressurreição do Senhor. São João dá-nos a chave de tudo o que vivemos: "Amou-nos até ao extremo". 

  • Nos passos de Jesus: A fome no mundo

    Nos passos de Jesus: A fome no mundo

    A nossa proposta de reflexão de hoje centra-se nas milhares de pessoas que passam fome no mundo. Hoje propomos-te os números da fome no mundo. O que podemos nós fazer para inverter esta situação? 

  • O meu pai é o melhor do mundo!

    O meu pai é o melhor do mundo!

    É a maior frase feita do mundo, já sabemos. Infelizmente, contudo, nem toda a gente tem a felicidade de ter um pai tão fixe como os nossos. É por isso que hoje decidimos agradecer a todos os pais fixes do mundo. 

  • Como lidar com

    Como lidar com "bullies"?

    Se estás a ser vítima de "bullying", há muito que podes fazer. Enquanto táticas diferentes funcionam para pessoas diferentes, lembra-te que nunca estás sozinho.

  • Nos passos de Jesus: A vida no Hospital

    Nos passos de Jesus: A vida no Hospital

    Nos hospitais também há crianças e adolescentes. Os acidentes ou as doenças não escolhem idades. Vale a pena dialogar acerca do que é a vida no hospital.

  • Imigrantes: o que posso aprender com eles?

    Imigrantes: o que posso aprender com eles?

    Portugal tem sido um país de acolhimento de variadas culturas. Motivações económicas e políticas são as principais causas para muitas pessoas largarem aquilo que conhecem como casa, como lar. O que podemos aprender com estas histórias de vida?

  • 5 factos sobre o Dia Internacional da Mulher

    5 factos sobre o Dia Internacional da Mulher

    Há mais de 100 anos que o dia 8 de março ficou conhecido como o Dia Internacional da Mulher. Ainda que tenha diferentes significados em vários pontos do globo, hoje é preciso fazer mais do que publicar uma foto com uma hashtag catita.

  • Nos passos de Jesus: perseguidos pela fé

    Nos passos de Jesus: perseguidos pela fé

    Segundo o relatório sobre a Liberdade Religiosa no mundo, a Fundação da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), 20% dos países do mundo não respeitam a liberdade religiosa.

  • O meu amigo está a experimentar drogas, o que posso fazer?

    O meu amigo está a experimentar drogas, o que posso fazer?

    Hoje a nossa proposta de reflexão é a da liberdade dos vícios. São situações muito difíceis de gerir e às quais temos de ter um grande nível de empatia e compreensão. 

  • Sábado Santo: O dia do

    Sábado Santo: O dia do "nada"

    A celebração de Sábado Santo consiste em não ter celebrações. 

  • Nos passos de Jesus: O que posso fazer pelos refugiados?

    Nos passos de Jesus: O que posso fazer pelos refugiados?

    Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, no final de 2017, estavam deslocadas contra a sua vontade 68,5 milhões de pessoas em todo o mundo, em resultado de guerras, conflitos armados ou violação dos direitos humanos.