Muitos rostos apenas um "eu"

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Chegam as festas e são sobretudo as crianças a desfilar na rua com a sua máscara preferida a esconder o seu rosto verdadeiro. Nesse dia tudo vale. As crianças dão aos outros uma imagem daquilo que talvez gostariam de ser.Há meninas vestidas de fada e meninos com o fato do Superman. 

Nesta época de Carnaval, quando nos pomos a pensar um pouco acerca das máscaras, damo-nos conta de que afinal as pessoas de todas as idades utilizam máscaras. Não necessariamente as que se vendem no mercado, mas máscaras invisíveis que servem para esconder a verdadeira personalidade, o eu ,aquilo que se é verdadeiramente.

Reconhecemos que é mesmo assim. Quando alguém está a sós, na intimidade do seu quarto, ou quando convive com pessoas com as quais tem uma grande confiança, nessas situações a pessoa tem facilidade em tirar a máscara e revelar-se tal como é. Mas, quando se está nesta sociedade tão complicada, cada qual esconde o que é, e mostra ser o que não é. Andamos de certo modo todos mais ou menos mascarados neste teatro do mundo. Hoje queremos propor um diálogo acerca de algumas das máscaras que alguns adolescentes utilizam todo o ano. Há os que escondem o seu verdadeiro eu atrás da imagem ou visual, atrás do computador,atrás do bullying, atrás do carneirismo e atrás do divertimento exagerado. O que dizemos serve apenas para provocar uma discussão saudável acerca deste assunto.

A imagem é que conta

Atualmente a imagem parece um papel fundamental na vida. Sabem-no bem os adolescentes que coleccionam no seu guarda-roupa roupas ao seu gosto e conforme a moda de cada momento. Além da roupa, a utilização dos cosméticos. E também os ginásios que se enchem cada vez mais de gente nova. Esta excessiva importância que se ao look é fruto da convicção de que, para se ser aceite no grupo, é necessário assemelhar-se aos modelos propostos pelos media, o que não será  nada fácil. De facto, nenhum rapaz ou rapariga normais poderão jamais ser perfeitos como aquele modelo que aparece na revista de moda ou na televisão. O que se vê na fotografia ou no vídeo é um produto  estudado nos mínimos pormenores, estudados por artistas. Trata-se de uma beleza pouco natural e muito virtual. Para estes adolescentes, o que conta é a imagem, aparência, o visual do corpo.Para isso, o seu desporto preferido consiste em andar no shopping a observar os últimos modelos de roupas, ténis e tantas coisas mais. Mascara-se com essas coisas da moda.

Abaixo a máscara

O cuidado da própria imagem é, evidentemente, muito importante. Torna-se, porém, num problema quando existe a mania da exterioridade, e aparecer torna-se mais importante do que ser. Na realidade, é precisamente na beleza interior que nasce a exterior: o que existe no coração manifesta-se no rosto. Quem dá demasiada importância à aparência parece esconder alguma coisa. Deixar-se conduzir por este mito, pensando dar apenas uma imagem sedutora de si próprio, não é um modo de viver que leve as pessoas a viver verdadeiramente felizes.

A diversão exagerada

A palavra preferida pelos adolescentes começa com a letra d de divertimento.Nada de novo. Sempre foi assim. Alguma coisa, porém, está a mudar. A esta palavra juntou-se uma outra que começa com e que é exagero. Exagera-se em todos os ingredientes do divertimento, música altíssima, dançar até cair de cansaço, cerveja até se ficar embriagado, fumar muito, experimentar drogas.

Para os exagerados tudo tem de ser de forma a que sintam emoções muito fortes. Querem sair da vida real cheia de problemas e dificuldades, e entrar numa espécie de sonho em que se sintam felizes por algumas horas. Mas, infelizmente, experimentam no final do divertimento um cansaço, uma depressão, um fim de festa nada feliz. É certo que a monotonia da vida deve ser intercalada com momentos de diversão. Mas, quando se tentam afogar as tristezas bebendo uma cerveja atrás de outra, ou se cai na ratoeira de fumar não só tabaco mas as drogas proibidas, então o divertimento é uma máscara que torna as pessoas muito feias, desumanas.

Abaixo a máscara

Nem todos os divertimentos são convenientes para quem deseja viver segundo a sua dignidade de pessoa livre e responsável. Os motores dos automóveis, mesmo os mais velozes, juntamente como acelerador, têm também o travão. Se este falta, não estão preparados para andar. O travão tem um papel muito importante. A vida, também tem momentos em que é preciso carregar no travão. Um desses momentos é quando a pessoa se sente seduzida pelas grandes velocidades mas, mantendo a cabeça fria, sabe respeitar a sua vida e a dos outros.

Marcações: JOvens, Escola, Valores, Família, Amigos, Problemas, Dilemas, Autoestima, Carnaval, Diversão, Entretenimento

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