As relações entre adolescentes e pais

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Há alguns segundos, uma conversa tranquila com os seus pais. De repente, uma palavra irritou o adolescente e... levantou-se, bateu a porta com força e fechou-se no quarto. Será que isto acontece também convosco? É possível o diálogo?

A família, nesta sociedade do anonimato, tem de ser como que um ninho acolhedor onde pais e filhos se sintam acarinhados e felizes. Contudo, a realidade encarrega-se de trazer uns conflitos, sobretudo quando as crianças passam a ser adolescentes.

Os pais protectores

A maior parte dos pais estão conscientes das transformações que se operam nos seus filhos. Mas há também aqueles a quem custa acreditar que têm de perder o seu bebé; que o devem ir deixando voar com as suas próprias asas; que ele quer cortar o cordão umbilical que o liga à família para estar com os amigos ou amigas.

Por isso, há pais que continuam a tratar os filhos como se fossem ainda crianças, numa protecção excessiva que irrita os adolescentes. O que os pais pretendem é proteger os seus filhos de todos os perigos. Não está em causa o seu amor, mas a dificuldade que sentem em deixar que os seus filhos adolescentes façam as experiências próprias da sua idade. Querem que os seus filhos passem essa «idade do armário» com sucesso, antes de entrarem na idade adulta.

Com este grande desejo de os proteger dos muitos perigos desta sociedade, esquecem que chegou a hora de estabelecer com os filhos adolescentes um novo relacionamento. Estes terão de aceitar o conflito como normal, pois permite que a criança cresça e se afirme como adolescente.

O diálogo é possível

Os adolescentes devem reconhecer, em primeiro lugar, que os seus pais os amam verdadeiramente. Querem a felicidade para os seus filhos, mesmo quando levantam a voz e fazem proibições. E como os adolescentes também os amam, o diálogo entre pessoas que se amam é sempre possível. Sempre que surgir um conflito, ou antes que ele aconteça, a solução será as pessoas sentarem-se e trocarem ideias, serenamente, tentando cada qual apresentar os seus pontos de vista. E quem deverá dar o primeiro passo? Sugere-se que seja o adolescente.

Este pode perguntar aos seus pais como eram na sua idade, que histórias viveram, que aventuras recordam desses tempos. Eles terão certamente muitas coisas para contar: alegrias e também sofrimentos. A partir deste diálogo, surgirá normalmente a questão do crescimento, da passagem da idade infantil para a idade adulta, tendo para isso de se passar pelo deserto da adolescência.

Neste diálogo sereno, o adolescente manifestará que já não é uma criança nem quer ser tratado como tal. Neste ambiente de diálogo será fácil fazer negociações, sempre que necessário. O adolescente foi convidado para uma festa com os amigos? Em vez de uma possível proibição, conversando chega-se à conclusão que pode ir livremente, mas com o compromisso de chegar a casa a uma determinada hora. Pode custar cumprir normas, mas elas Pode custar cumprir normas, mas ela são necessárias para que haja uma convivência pacífica entre pais e filhos. Por parte dos pais deve existir uma grande capacidade de escuta e de paciência. Estes devem ser compreensivos por quem está numa fase de transformações rápidas e profundas a nível fisiológico e a nível psicológico.

Que seria dos passarinhos, se quando ganham asas, a mãe não lhes deixasse fazer a bela experiência de voar? Ficariam paralisados e impedidos de saborear o prazer da liberdade. Para que não haja problemas entre pais e filhos adolescentes, tem de existir um esforço de ambas as partes. Adolescentes compreensivos e dialogantes. Pais nem demasiado severos nem demasiado permissivos.

 

Marcações: Família, Crescimento, Sociedade, Adolescentes, Pais

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