Pente...quê?

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Pentecostes.
É este o nome da festa que celebràmos este domingo e que é a terceira mais importante do calendário litúrgico, depois da Páscoa e do Natal. É a festa do Espírito Santo. Recordamos o dia em que a terceira pessoa da Santíssima Trindade desce sobre os apóstolos que estavam reunidos no cenáculo “com medo dos judeus” (Act 2, 1).

 Sim, eu sei o que pensas - Lá está a Igreja com palavras difíceis.

No entanto estes nomes têm uma história. Esta festa já era celebrada no Antigo Testamento e era chamada a festa das (sete) Semanas. Era a festa em que os israelitas subiam a Jerusalém para oferecer as primeiras colheitas.

Foi neste contexto que aconteceu o Pentecostes que celebramos sete semanas depois da Páscoa. A cidade de Jerusalém estava cheia de gente vinda de todas as partes para a festa e os discípulos, que apesar de já terem encontrado Jesus, ainda não tinham compreendido o alcance da sua ressurreição, estavam fechados em casa, com medo. É então que desce sobre eles o Espírito Santo e o medo se transforma em coragem e os discípulos abrem as portas e começam a falar a todos de Jesus e da “boa noticia” que Ele trouxe.

Podemos dizer que se a Páscoa é a festa do nascimento sempre novo (passamos da morte para a vida nova), o Pentecostes marca a passagem para a maturidade, para a vida adulta.

Sim, a festa de Pentecostes e o Dom do Espírito Santo que nela se manifesta, pede aos discípulos que assumam a responsabilidade do anúncio do evangelho. Exige-lhes que continuem a missão de Jesus. A festa de Pentecostes impele os discípulos a deixar a casa, a libertar-se e a ensinar o que tinham aprendido.

A festa de Pentecostes marca assim o início da atividade pública da Igreja que tinha nascido na Páscoa de Jesus.

O Espírito Santo é assim o “sopro” que dá vida, sustém, alimenta, liberta...

Para nós, os discípulos de hoje, o Pentecostes é o desafio constante para viver a fé como “adultos”. Viver a fé adulta é sobretudo necessário nestes tempos em que muitos fogem à responsabilidade, escondendo-se atrás do titulo de “cristão não praticante” e que só falam da Igreja para apontar o que “não funciona”.

Liturgicamente, esta festa marca o fim do tempo pascal e o inicio do longo tempo comum. Até nisto a Igreja é mestra. Tal como temos de viver a alegria da Páscoa no tempo comum, sendo fieis até na “quotidianidade” da fé, também o Espírito Santo vem sobre nós para vivermos a fé no dia-a-dia das nossas vidas, como se fosse sempre Páscoa. É o Espírito Santo que nos dá a força para sermos fieis no muito e no pouco (cf Mt 25, 21).

Marcações: Igreja, Valores, Religião, Pentecostes, Espírito Santo

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