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Venezuela: Um referendo para quê mesmo?

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Como já deves estar a par, a situiação política da Venezuela não se encontra nos melhores dias. No dia 16 de julho, no passado Domingo, as pessoas saíram das suas casas para votar num referendo não oficial e não vinculativo. Mas afinal o que é que ficou decidido e quais são as consquências deste referendo?

 

De uma forma muito simples, o presidente da Venezuela anunciou em maio à Assembleia Constituinte  que, entre muitos outros objetivos, o principal objetivo para aquele órgão legistlativo seria o de reescrever a Constituição do país, alterada em 1999 por Hugo Chávez. 

Já em 2009, o presidente Hugo Chávez tinha acrescentado uma Emenda, que possibilitava ao presidente e cargos públicos a "reeleição ilimitada", sem a necessidade de se fazerem eleições. Como Nicolás Maduro é encarado como um sucessor da linha política de Chávez, a oposição ao regime, apoiada pela população, saiu à rua durante mais de 100 dias para se manifestar contra estas ideias do presidente venezuelano. 

Surgiu assim a ideia do referendo, numa tentativa mesmo de consultar a opinião dos cidadãos venezuelanos. Organizado pelos partidos da oposição, e com a supervisão de antigos presidentes da América Latina, de forma a que não existam fraudes, existiam três perguntas às quais os os venezuelanos teriam de responder:

 a) Rejeita e desconhece a realização de uma Constituinte proposta sem a aprovação prévia do povo da Venezuela?

b) Exige que a Força Armada Nacional Bolivariana obedeça e defenda a Constituição de 1999 e respalde as decisões da Assembleia Nacional?

c) Aprova a renovação dos poderes públicos, assim como a realização de eleições livres e a formação de um Governo de união nacional?

 

Os partidos da oposição esperam que a resposta às três perguntas seja "Sim". Com mais de sete milhões de participantes no referendo, de certeza que te deves estar a perguntar "e o que é que acontece depois?" Pois, de facto em termos práticos o referendo não tem implicação nenhuma para as vontades de Nicolás Maduro, mas segundo Henrique Capriles, um dos rostos da oposição, este referendo serve para mostrar que as pessoas querem um regime mais democrático, que consulte as pessoas antes de tomar qualquer decisão. 

"Se o nosso país estava dividido, se o referendo apresenta uma maioria de SIM às três perguntas e o presidente não respeita a decisão do seu povo, então poderá contar connosco por mais 100 dias, ou mais se for preciso, na rua, a defender a nossa Pátria", contava uma jovem eleitora no Facebook. 

A Venezuela neste momento tem uma taxa de mortalidade mais alta que o Irão e o Iraque, e encontra-se num estado de alerta máximo para todas as organizações de ajuda humanitária, devido à falta dos bens essenciais, incluindo água canalizada e alimentos. 

 

Marcações: Política, Venezuela, Referendo

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