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E nós? O que podemos fazer pelos que sofrem?

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Quando todos pensamos Como é possível que um desastre desta dimensão tenha acontecido em Portugal? ou simplesmente Porquê?, as respostas não são fáceis de encontrar, muito menos as soluções.

Os concelhos afetados pelo fogo, pela destruição e pela perda de vidas lidam ainda com o impacto do fogo e as suas consequências (neste momento ainda não se controlou o fogo e essa é uma prioridade e a primeira fase de uma intervenção em crise). Ao mesmo tempo que decorre a gestão do desastre (pelos Bombeiros e Proteção Civil), desenvolve-se também a fase de salvamento, sendo acionados os meios de urgência para salvar e proteger as pessoas afetadas (INEM, hospitais, Polícia, Segurança Social e organizações civis). É necessário proporcionar cuidados médicos, abrigo, comida, água e roupas aos sobreviventes de imediato.

Cada sobrevivente terá o seu modo de resposta aos acontecimentos, mas nas situações de crise as reações mais comuns são o choque, a apatia, a exaustão (física e emocional), a descrença, a tristeza, a confusão, a frustração, ansiedade, a raiva, a impulsividade, a revolta e o medo.

Pode ser difícil para quem não vive tal situação perceber alguns destes comportamentos, mas se de repente se perde a casa, os terrenos e sobretudo as pessoas de família e os amigos torna-se complicado viver. As rotinas mais banais como acordar, ir tomar banho, tomar o pequeno-almoço, ir trabalhar, regressar a casa e jantar com a família já não são possíveis (pelo menos não como era habitual).

Os sobreviventes, além do luto pelos entes queridos, têm também de lidar com inúmeras perdas e este é um processo que demora tempo, bastante tempo para curar as feridas. Por isso, se conheces alguém que esteja nesta situação, o essencial é que, mais que encontrar respostas fáceis de ânimo e incentivo, o fundamental é ouvires com respeito e interesse a sua experiência (ainda que se repitam 20 vezes, é essencial que exprimam os seus sentimentos e pensamentos), ajudares a manter a dignidade nas escolhas (prevenindo situações de abuso de álcool ou outras substâncias, porque o sofrimento é tanto que muitas vezes apenas não se quer sentir), agilizares o processo de recuperar bens e rotinas (ter casa, trabalho, escola) e permitires sonhar novamente a vida (a existência tem de ter significado e, por vezes, novas metas pessoais têm de ser encontradas).

Também os técnicos que intervêm em todo o processo (desde os bombeiros, proteção civil, polícia, médicos e enfermeiros, entre outros), durante a crise reagem em esforço no sentido de fazer tudo o que está ao seu alcance, muitas vezes em condições de exaustão e sobrealimentação, estão expostos a circunstâncias que poderão ser traumáticas (como lidar com o fogo ou os cadáveres). Estes profissionais necessitam também de tempo para processar e integrar as suas vivências (porque inicialmente o importante é reagir e salvar vidas e bens, mas depois a tarefa é olhar para dentro e perceber até que ponto e de que forma esta experiência afetou o equilíbrio interno).

Ninguém fica indiferente à tragédia que se vive neste momento e a pergunta que se faz é: O que posso eu fazer?

A resposta, para nós cristãos, mais básica e mínima é rezar! Rezar pelos que partiram, pelos sobreviventes e pelos que auxiliam.

Devemos também estar atentos às necessidades e partilhar o que podemos. A sociedade civil está a mobilizar-se e cada um, na medida das suas possibilidades, pode ajudar. Seja de forma individual ou em grupo, todos podemos fazer alguma coisa e será necessário muito apoio nos próximos meses (ou mesmo anos) às populações afetadas.

Numa maior escala,  é fundamental investigar para perceber as causas destes fogos, para definir e implementar novas políticas de prevenção.

Marcações: Incêndios,, Apoio, Ajuda, Crise, Choque

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